Os estudantes morando nas residências universitárias da UFPB no Campus I reivindicam mudanças importantes nas políticas de auxílio, apontando que os valores atuais não são suficientes para garantir dignidade, alimentação e moradia adequadas. Entre os principais pedidos estão:
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Estabelecimento de um valor mínimo de R$ 600,00 para a pecúnia de auxílio-alimentação destinada aos residentes universitários — com possibilidade de aumento conforme cálculo da PRAPE, e que esse valor seja fixado já recalculado e reajustado para os próximos anos.
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Aumento da bolsa residencial do atual valor de R$ 400,00 para, no mínimo, R$ 600,00 mensais.
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Realização de uma audiência pública com a reitora, realizada dentro da residência universitária da UFPB, para ouvir diretamente os estudantes afetados.
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Revogação da Portaria 02/2024 (que, segundo os manifestantes, permite o cálculo atual) ou, ao menos, reavaliação da norma sob a ótica da realidade estudantil.
Contextualização: o que a UFPB oferece atualmente
Atualmente, o auxílio residencial da UFPB — que abrange moradia, alimentação e outros benefícios — para residentes do Campus I da RUMF (Residência Universitária Masculina e Feminina) está fixado em R$ 400,00 de prestação pecuniária.
Em outros prédios/residências da UFPB, como na RUFET e em campi diferentes, há valores diferentes (no caso da RUFET, R$ 580,00).
Além disso, a instituição já revisou auxílios em anos recentes e ajustou alguns valores na estrutura de auxílios estudantis.
Mesmo assim, segundo os residentes, os valores vigentes não acompanham o custo real de vida — um argumento que ganha força diante do elevado custo de moradia, alimentação e manutenção de um estilo de vida estudantil em João Pessoa (ou na cidade-sede correspondente do curso).
Por que os pedidos fazem sentido: os argumentos dos estudantes
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Custo de vida e dignidade estudantil
O auxílio de R$ 400,00 tem servido como complemento, mas muitos estudantes relatam que ele é insuficiente para cobrir alimentação, higiene, transporte e demais despesas mensais. A proposta de R$ 600,00 para alimentação ajudaria a garantir uma base mínima de alimentação digna, especialmente em um contexto de inflação e aumento de preços.
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Equidade e justiça entre residências
O fato de outras residências receberem mais (como R$ 580,00 em alguns casos) evidencia disparidades internas. Ajustar o valor de maneira igualitária pode representar justiça social para todos os residentes.
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Transparência e diálogo institucional
A solicitação de uma audiência pública com a reitora dentro da residência universitária simboliza a busca por visibilidade e participação dos estudantes nas decisões que afetam diretamente suas vidas. Isso demonstra desejo de diálogo e busca por soluções conjuntas, em vez de decisões unilaterais.
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Reavaliação normativa (revogação da portaria)
A revogação ou revisão da portaria que define os critérios de cálculo mostraria que a universidade está aberta a adaptar seus instrumentos às necessidades dos estudantes, e não apenas seguir normas genéricas que talvez não reflitam a realidade local.
O que a UFPB já fez — e por que a reivindicação se justifica
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Em nota oficial, a PRAPE afirma que o auxílio residência universitária engloba moradia, alimentação, produtos de higiene e apoio pedagógico.
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A reestruturação dos auxílios recentes buscou alinhar os benefícios com políticas de assistência estudantil e com o contexto da pandemia — mostraram sensibilidade da instituição às dificuldades dos estudantes.
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No entanto, a revisão feita ainda pode ser considerada insuficiente: muitos estudantes argumentam que os valores não acompanham a subida dos custos básicos (aluguel, alimentação, transporte, material didático, etc.).
Portanto, a reivindicação por R$ 600,00 — ou mais — pode ser vista como um passo razoável para garantir condições mínimas de permanência digna e igualdade entre residências.
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