O estudante Lucas Lima, liderança da Direita UFPB e um dos principais representantes discentes nos debates sobre assistência estudantil, participará de uma reunião oficial com a Controladoria-Geral da União (CGU), que ocorrerá na Reitoria da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).
Durante o encontro, Lucas apresentará uma denúncia encaminhada por outro estudante sobre o possível uso indevido dos recursos do Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES) — informações que, segundo ele, ainda não estão confirmadas, mas que justificam apuração por parte do órgão de controle.
A denúncia que Lucas levará à CGU afirma que o PNAES poderá estar sendo utilizado para bancar despesas que não fazem parte de sua finalidade original, como obras e reformas de infraestrutura — especialmente no Restaurante Universitário (RU).
Segundo o relato recebido, a UFPB estaria financiando reformas do RU quase exclusivamente com recursos do PNAES, sem complementar com verbas próprias do orçamento institucional. Caso isso seja confirmado, poderá haver desvio de finalidade, já que o programa existe para assegurar permanência estudantil, e não para cobrir custos estruturais da universidade.
Lucas destacará que, enquanto isso, estudantes continuam enfrentando dificuldades para acessar auxílios básicos:
“O problema é político. Se a universidade joga tudo no PNAES, quem sofre são os estudantes mais vulneráveis.”
Durante a reunião, será explicado que o PNAES — transformado em política nacional pela lei sancionada em 2024 — tem como missão garantir que estudantes de baixa renda permaneçam e concluam seus cursos nas universidades federais.
O programa deverá financiar áreas como:
Na UFPB, sua execução ficará a cargo da PRAPE (Pró-Reitoria de Assistência e Promoção ao Estudante).
Com base em pesquisas e auditorias já divulgadas, Lucas apresentará um conjunto de elementos que reforçarão a necessidade de fiscalização:
Com a expansão da assistência estudantil, o programa ficará cada vez mais pressionado — o que torna ainda mais grave qualquer possível desvio de finalidade.
A denúncia que Lucas entregará à CGU afirma que a PRAPE poderá estar utilizando recursos do PNAES para financiar obras e manutenção do RU.
Se confirmado, o fato poderá comprometer:
Lucas defenderá que tal prática contraria o espírito do programa:
“Assistência estudantil é para o aluno — não para substituir o orçamento da universidade.”
Durante o encontro, Lucas afirmará que a UFPB — diferentemente de outras federais — não investirá recursos próprios significativos em assistência estudantil, limitando-se aos valores previamente vinculados pelo governo federal.
Esse cenário gerará:
Lucas pedirá que a CGU:
Ele reforçará que não se trata de acusação concluída, mas de alerta responsável:
“Recebi a denúncia e farei o que é meu dever: levar à instância competente.”
A reunião na Reitoria marcará um movimento importante: um representante estudantil levando à CGU denúncias sobre a gestão da assistência estudantil e o possível uso indevido dos recursos federais do PNAES.
A partir daí, caberá à Controladoria determinará se as informações se confirmam — e se a política de permanência estudantil está sendo aplicada com responsabilidade e transparência.
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