Segundo relatos recebidos pela Redação do POVO DA PARAÍBA, o protesto começou de forma pacífica. Estudantes ergueram barricadas em áreas internas da UFPB para chamar atenção às supostas medidas da Pró-Reitoria de Assistência Estudantil, que, segundo eles, age de forma “absurda, insensível e desconectada da realidade dos universitários mais pobres”. As barricadas não interferem no trânsito da cidade, mas são um símbolo da indignação crescente.
Para os manifestantes, a gestão da UFPB utiliza justificativas burocráticas para retirar auxílios essenciais, favorecendo “microgestões internas”, enquanto ignora o impacto direto na vida dos residentes universitários — muitos deles dependentes do Restaurante Universitário (RU) e dos benefícios financeiros para garantir alimentação durante todo o ano.
A crise acontece justamente durante o período eleitoral para a representação estudantil dentro da UFPB. Ainda assim, nenhuma chapa, nem a Comissão Eleitoral, se manifestou em defesa dos residentes. Centros Acadêmicos também permanecem calados diante da possibilidade de que centenas de estudantes enfrentem dificuldades alimentares durante mais de 45 dias de férias sem RU, com cortes nos auxílios e com novas regras que, segundo eles, provocam medo, insegurança e vulnerabilidade social.
Com o slogan “Natal com Fome na UFPB”, os estudantes tentam alertar a sociedade civil para o que classificam como “uma política de abandono”. Segundo os organizadores do protesto, manter estudantes sem alimentação garantida, durante mais de um mês, é um ato de irresponsabilidade e negligência institucional.
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