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Lucas Lima volta aos protestos na UFPB após denúncia de falta de transparência da PRAPE que prejudicou centenas de estudantes

 


O clima voltou a esquentar no movimento estudantil da Universidade Federal da Paraíba. Após inicialmente se afastar das manifestações por entender que a conquista do piso de R$ 540,00 para a pecúnia representava um avanço, o líder da Direita UFPB, Lucas da Costa Lima, retornou aos protestos depois de confirmar que centenas de estudantes foram prejudicados pela falta de transparência da PRAPE no cálculo dos benefícios.

Segundo Lucas, a administração divulgou tardiamente que o valor da pecúnia seria calculado com base no uso do Restaurante Universitário entre 03 de novembro e 02 de dezembro, período que já havia se encerrado quando os estudantes foram informados. A medida, segundo ele, “feriu frontalmente os princípios da publicidade e da transparência pública”.

Diversos residentes relatam que, por não terem sido avisados com antecedência, não utilizaram o RU diariamente, seja por razões acadêmicas, filas intensas, incompatibilidade de horários ou compromissos institucionais — e agora estão recebendo valores muito abaixo do que necessitam para se alimentar durante o recesso.

O que aconteceu foi um erro grave da PRAPE, que prejudicou a segurança alimentar de estudantes que dependem exclusivamente do restaurante universitário. Não é apenas sobre um valor: é sobre responsabilidade administrativa e respeito ao estudante”, afirmou Lucas Lima ao Blog Povo da Paraíba.

Com a revelação de documentos e listas que mostram a discrepância nos valores recebidos, o movimento reacendeu com força. Lucas — que é reconhecido por sua atuação política e articulação firme — voltou a liderar a mobilização, agora com foco em dois objetivos centrais:

1. Garantir que todos os estudantes tenham direito ao valor máximo da pecúnia, já que o critério adotado pela PRAPE não foi divulgado com antecedência.

2. Responsabilizar a administração por decisões tomadas sem transparência, que impactaram diretamente a alimentação de centenas de residentes.

A insatisfação dos estudantes cresce à medida que novas informações se tornam públicas. Muitos alegam que jamais teriam se ausentado do RU caso soubessem que isso influenciaria diretamente o cálculo da bolsa.

Lucas Lima reforçou que permanecerá no protesto “até que cada estudante tenha seu direito garantido e que o erro da administração seja corrigido”.

O movimento promete se intensificar nos próximos dias, com estudantes planejando novas ações, pedidos de revisão individual dos cálculos e pressão por uma resposta formal da Reitoria.

O Blog Povo da Paraíba continuará acompanhando os desdobramentos.

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