O documento, assinado pela Delegada Joana Dare Aires Sampaio Nunes e pelo escrivão Danilo da Rocha Costa, detalha uma sequência grave de atos violentos cometidos por estudantes e militantes dentro do CCTA — Centro de Comunicação, Turismo e Artes.
Segundo o relato oficial, por volta das 16h30, Lucas estava retirando papéis colados irregularmente nas paredes dos centros acadêmicos, o que gerou a reação de um grupo que tentava impedir a retirada dos materiais relativos às eleições do DCE.
Lucas informou no termo que as paredes estavam tomadas de cartazes, e que a retirada se deu pelo simples fato de aquele era um espaço público, e qualquer estudante poderia remover.
Durante a confusão, segundo o documento:
Um indivíduo identificado como CARLOS ANDRÉ NASCIMENTO TEIXEIRA, usando camisa branca com a palavra “PEDAGOGIA”, tentou enforcar Lucas Lima durante o tumulto.
O agressor só não conseguiu completar a ação porque Lucas conseguiu se esquivar.
Ainda de acordo com o depoimento, outro indivíduo, não identificado, usando camisa marrom, cerca de 1,70 m e cabelos curtos, tentou puxar Lucas pelo braço, o que poderia ter provocado lesão mais grave.
Lucas novamente conseguiu se desvencilhar.
O documento registra que, após o tumulto, o estudante JOSÉ DIOGENES DOS ANJOS JÚNIOR, usando uma bandana, passou a xingar Lucas Lima repetidamente.
Um outro indivíduo não identificado chamou Lucas de “viado”, momento em que Lucas reagiu apenas dizendo:
“EU NÃO SOU VIADO.”
O depoimento deixa claro que não houve ofensa a terceiros, apenas uma negativa a uma provocação.
Mesmo assim, militantes iniciaram imediatamente o coro de que Lucas seria “homofóbico”, construindo uma narrativa para tentar incriminá-lo — narrativa esta sem qualquer base nos fatos, como demonstra o termo.
O documento também aponta que as agressões ocorreram na presença de grande número de pessoas, e que os ânimos foram insuflados pela militância presente.
Com o avanço das hostilidades, Lucas informou às autoridades que só sairia do local com a presença da Polícia Militar, o que de fato ocorreu, e a PM compareceu ao campus para garantir sua segurança e integridade física.
A partir da leitura do termo, fica evidente:
Em nenhum momento o documento apresenta qualquer fala homofóbica, transfóbica ou discriminatória atribuída ao declarante — apenas a negação a uma ofensa recebida.
O episódio, documentado pela própria Polícia Civil, mostra o grau de radicalização, violência e intimidação política que tomou conta de parte dos centros acadêmicos da UFPB.
Mais do que uma divergência estudantil, o documento revela:
O Termo de Declarações oficial desmonta as versões distorcidas propagadas por militantes e demonstra que Lucas Lima foi vítima — não agressor — em todos os aspectos do caso.
A Direita UFPB reforça que continuará confiando no trabalho da Polícia Civil e da Justiça para que os responsáveis pelas agressões e difamações sejam identificados e responsabilizados.
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