Pouco se fala dele, mas seu nome pode ser decisivo. André Amaral, empresário e suplente do senador Efraim Filho (UB-PB), surge como peça-chave no xadrez político que se desenha para as eleições de 2026. Oficialmente, a Paraíba terá apenas duas vagas de senador em disputa. Mas, caso Efraim Filho seja eleito governador, André poderá assumir o mandato no Senado por quatro anos, transformando a corrida em uma disputa prática por três cadeiras.
Se Efraim conseguir viabilizar sua candidatura e vencer a eleição para o Governo do Estado, André Amaral herdará uma cadeira no Senado. A possibilidade muda todo o jogo: nomes como João Azevêdo, Nabor Wanderley, Veneziano Vital, Marcelo Queiroga e Major Fábio teriam de negociar não apenas com Efraim, mas também com Amaral, que passaria a ser ator central no cenário nacional.
Hoje, o governador João Azevêdo (PSB) apoia Lucas Ribeiro (PP) como seu candidato natural à sucessão. Mas esse quadro pode mudar rapidamente caso o prefeito Cícero Lucena (PP) continue crescendo nas pesquisas. Nesse cenário, João poderia priorizar a prefeitura da Capital em 2026, apoiar a reeleição de Cícero e indicar o vice da chapa, rearrumando o jogo com aliados como Veneziano (MDB) e Nabor Wanderley (Republicanos).
Essa mudança, no entanto, representaria uma ruptura histórica com o clã Ribeiro, vista como uma traição sem precedentes.
Diante de uma possível exclusão do projeto principal, os Ribeiros teriam duas alternativas difíceis:
Seja qual for o desfecho, um ponto se destaca: a chegada de Efraim ao Palácio da Redenção inevitavelmente abriria caminho para André Amaral assumir o Senado. Nesse caso, o empresário deixaria de ser coadjuvante para se tornar protagonista na política paraibana, com quatro anos de mandato em Brasília.
Com isso, tanto aliados quanto adversários terão de ajustar seus cálculos, pois o destino de André Amaral está diretamente ligado ao sucesso do projeto de Efraim Filho em 2026.
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