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Cabo Gilberto (PL-PB), deputado federal, acusa governo estadual de prejudicar soldados formados em 2025: “Falta é vontade política”



João Pessoa —
O deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB) voltou a criticar, nesta semana, a gestão do governo estadual sobre a situação dos soldados formados em 2025 pela Polícia Militar da Paraíba. Em publicação pública, o parlamentar afirmou que os novos militares — que concluíram o Curso de Formação — não podem “pagar pela falta de efetivo” provocada por escolhas administrativas.

O que diz o deputado

“Os soldados de 2025 não podem ser tratados dessa forma, governador! Eles concluíram o CFSD e se dedicaram ao treinamento. Não têm culpa da falta de efetivo”, disse Cabo Gilberto, em suas redes. (Trecho da declaração pública do parlamentar.)

Os números e o que a lei prevê

  • A Lei Complementar nº 87/2008 define o efetivo ideal da Polícia Militar da Paraíba em 17.933 integrantes. Ou seja: o quadro previsto em lei é muito superior ao efetivo atual. 
  • Levantamentos e reportagens recentes apontam que o efetivo real da corporação vem caindo ao longo da última década — passando por patamares da ordem de 9 mil servidores (dados de meados da década passada) para algo em torno de 8.8 mil nos levantamentos mais recentes — o que configura um déficit relevante frente ao número legalmente previsto.

    Observação importante: não foi possível confirmar, em documentos oficiais acessíveis, a alegação exata de “quase 11 mil policiais em janeiro de 2011”; os dados públicos consultados indicam números distintos nas séries disponíveis.

Formação dos novos soldados

Fontes oficiais do governo registram que a turma mais recente do Curso de Formação da PM teve carga horária elevada (no caso de uma turma recente, relatada pelo governo, foram 2.145 horas/aula), com atividades iniciadas em setembro do ano anterior e encerradas em setembro — o que confirma que os soldados passaram por formação ampla e regimen intensivo. Ou seja: a reclamação sobre “soldados que já terminaram o CFSD” tem respaldo factual na existência da turma formada. 

Resposta do Executivo

O Governo do Estado vem divulgando medidas que, segundo a própria gestão, visam à reestruturação e valorização da corporação — entre elas, a sanção de nova Lei Orgânica da Polícia Militar e a oficialização de promoções (por exemplo, a promoção de 496 policiais e bombeiros anunciada em dezembro de 2024). O governo tem usado esses atos para dizer que há avanço na gestão das forças de segurança.

O que fica claro — e o que não se pode afirmar sem fonte

  • Fica claro que existe déficit relevante entre o efetivo ideal (por lei) e o efetivo em atividade — esse é o ponto factual que sustenta a crítica do deputado. 
  • afirmar números pontuais — por exemplo, “quase 11 mil em 2011” ou “vai entregar com 8 mil ao final do mandato” — exige fonte pública específica; nos documentos oficiais que consultei essas cifras não aparecem com essa exatidão, então é melhor evitar dados redondos sem comprovação. 

Conclusão 

A denúncia do Cabo Gilberto encontra base real: há um descompasso entre o efetivo previsto por lei e o efetivo em atividade, e os soldados formados merecem condições claras e rápidas de ingresso operacional — especialmente depois de um curso longo e custoso. Isso não invalida que o governo aponte promoções e mudanças legais: são ações relevantes, mas que não apagam o problema central — a falta de pessoal em número suficiente. A discussão precisa de números oficiais atualizados e medidas objetivas (convocações, concurso, gestão de vagas) — e de menos retórica e mais capacidade executiva.

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